Quero a companhia das árvores
Usar a terra como cobertor
Sentir o abraço de uma brisa fria
Ouvir as sereias cantando minha tristeza
26 de fev. de 2014
1 de jan. de 2014
28 de dez. de 2013
31 de jul. de 2013
O Espírito dos Olhos Tristes
A chuva batia forte nas janelas do quarto, a água escorria pelas paredes do castelo, banhando pedra por pedra. A Princesa observava o dia escuro, desgostosa da vida. O vazio em seu peito tornava-se cada vez maior. Vestiu seu manto negro e pôs-se a caminhar pelos bosques do Reino. O vento era frio, e as plantas, caladas. Algo havia acontecido. 'Talvez a morte de algum monstro', pensou. Andava sem rumo, até não sentir mais seus joelhos. Procurou o túnel debaixo do morro para descansar. Tateou a parede até encontrar um local distante o suficiente da entrada para acomodar-se. Notou algo incomum: uma pequena fonte de luz no chão. O túnel do bosque nunca fora iluminado. Aproximou-se com cautela, protegendo os olhos. Era uma figura masculina, que adormecia encolhida.
O Reino era naturalmente sem brilho. A luz daquele ser a assustava. Era como faíscas, essa luz tentava se manter com todas as suas forças. A Princesa não tinha nada a perder. Todos os dias eram iguais, como se assistisse sempre ao mesmo filme. Decidiu tocá-lo. 'Se for acontecer algo comigo, que aconteça de uma vez!'.
Ele despertou, assustado. A aura luminosa havia sumido. Agora estavam os dois desconhecidos às escuras. Ela ouviu passos em direção à entrada do túnel. Correu atrás do ser. Ele estava caído, apoiado no tronco de uma árvore, quase que despido, suas poucas roupas rasgadas, e sua pele apresentava ferimentos, arranhões. Era um moço esguio. A Princesa andou lentamente em sua direção, os braços ligeiramente abertos com o manto, em sinal de que vinha em paz. Ajoelhou-se em frente ao rapaz. Ele levantou a cabeça, revelando belos olhos tristes, como dois poços de águas negras. Naquele momento a Princesa havia jogado sua alma nas profundezas daqueles olhos e ela sabia que não poderia resgatá-la.
Ela perguntou o que aconteceu para um pobre jovem se encontrar em tal estado. Ele nada disse. Parecia tão fraco a ponto de não conseguir proferir som algum. A Princesa pegou na mão do ferido. Seu pulso liberava sangue. Ela o lambeu até retirar todo líquido escarlate de sua pele clara. Líquido doce, muito doce.
Deveria tomar uma atitude depressa. Retirou das suas vestes um pequeno artefato, parecido com uma flauta. Não emitiu nenhum som ao ser soprado. Em alguns instantes, porém, surge uma pantera negra. A Princesa pousa a mão sobre a cabeça do animal, e este adquire uma grande forma humanoide, mantendo os pelos em todo o corpo, patas em lugar dos pés, e a mesma cabeça. Era um guardião das florestas do Reino. 'Não se preocupe, ficará tudo bem', a Princesa diz ao jovem, e a Pantera o carrega em seus braços. Ele ficará protegido do frio com a pelagem o envolvendo.
O rapaz acorda deitado numa cama, debaixo de cobertores macios e pesados. A Princesa sentada ao seu lado. 'Estava esperando que você acordasse. Consegue falar comigo?', diz enquanto despeja água numa taça e a oferece. Ele bebe tudo de uma vez. 'Estou perdendo o doce em mim!'. A Princesa relaciona a frase ao sabor do sangue. Muito doce. 'Você não está mais perdendo sangue, já está se curando'. Ele retira as cobertas afobadamente. 'Preciso repor o doce!'. 'Olha, eu vou te trazer comida. Mas por favor fique em repouso'.
Chegando com uma enorme bandeja, contendo belas fatias de carne branca, cujo cheiro delicioso se espalhava pelos corredores do castelo, muitas frutas, pequenos bolos e barras de chocolate. Tudo fresco. O hóspede simplesmente ignora o resto da bandeja, dando atenção apenas aos chocolates. Devora-os, lambe até as pontas dos dedos. Diz que se sente satisfeito e fortalecido. 'Você não deseja comer mais nada? Pois não sabe o que está perdendo'. A Princesa não entendia como alguém poderia se sustentar apenas com chocolates, ele deveria ser de um Reino muito distante. Mas... como?
Perguntou-lhe seu nome. Ele não sabia responder. Disse que não conseguia se lembrar de algumas coisas, sabia que era porque tinha mudado de região. Algumas informações deveriam permanecer na sua região natal e apenas lá. 'Eu fui expulso do meu reino. Me diziam que eu não seria mais bem-vindo lá, pois meus sentimentos estavam apagando minha luz e me levariam a um local que possuísse a mesma frequência que eles.'
A Princesa não acreditava que o coração daquele moço houvesse se tornado trevas. Ainda restava nele uma essência, a faísca de luz. Algo de infantil, puro. Percebeu que se ele permanecesse vivendo no Reino da escuridão, assim se tornaria. Não seria mais ele mesmo, não seria mais o garoto cujos olhos engoliram sua alma.
'Volte a dormir, querido, não desperdice sua alma neste local'. A Princesa acariciou os cabelos de seu protegido, deu um longo beijo em cada olho, e pôs-se a sair dos aposentos. 'Princesa', chamou. 'Sim?'. 'Poderia me trazer mais chocolates quando voltar?'. 'Mas é claro. Todos os chocolates do mundo serão teus.'
A nobreza do Reino possuía o dom da Magia. A Princesa trabalhou na alquimia para criar um fluido de ligação de duas almas. Para os iniciados, o corpo físico é apenas uma carcaça. E a carcaça daquele puro espírito já estava corrompida. Ela continha a essência dele em seu próprio corpo, de quando haviam se encontrado pela primeira vez. Ainda no momento de transição entre os reinos, ingeriu seu sangue doce, o líquido que contém o quinto elemento. Sua essência estava misturada com a dela. 'Perfeito, eu conseguirei salvá-lo'.
Foi apenas uma questão de tempo para que o corpo do seu caro companheiro parasse de funcionar, e, assim, seu corpo interior viesse a surgir num grande frasco que havia sido preparado justamente para acomodá-lo.
Os sonhos dele, projetados em todo o vidro, iluminariam as noites de insônia dela. Seriam seus filmes prediletos. Ele lhe contaria histórias para dormir sem precisar de palavras.
Os habitantes do Reino eram imortais, destinados a viver para sempre num mundo cinzento. A Princesa não podia fazer com que seu protegido voltasse a sua terra. Mas ela pôde fazer com que sua alma fosse preservada junto à dela. Ela não poderia suportar a dor de viver sem admirar aqueles olhos tristes.
O Reino era naturalmente sem brilho. A luz daquele ser a assustava. Era como faíscas, essa luz tentava se manter com todas as suas forças. A Princesa não tinha nada a perder. Todos os dias eram iguais, como se assistisse sempre ao mesmo filme. Decidiu tocá-lo. 'Se for acontecer algo comigo, que aconteça de uma vez!'.
Ele despertou, assustado. A aura luminosa havia sumido. Agora estavam os dois desconhecidos às escuras. Ela ouviu passos em direção à entrada do túnel. Correu atrás do ser. Ele estava caído, apoiado no tronco de uma árvore, quase que despido, suas poucas roupas rasgadas, e sua pele apresentava ferimentos, arranhões. Era um moço esguio. A Princesa andou lentamente em sua direção, os braços ligeiramente abertos com o manto, em sinal de que vinha em paz. Ajoelhou-se em frente ao rapaz. Ele levantou a cabeça, revelando belos olhos tristes, como dois poços de águas negras. Naquele momento a Princesa havia jogado sua alma nas profundezas daqueles olhos e ela sabia que não poderia resgatá-la.
Ela perguntou o que aconteceu para um pobre jovem se encontrar em tal estado. Ele nada disse. Parecia tão fraco a ponto de não conseguir proferir som algum. A Princesa pegou na mão do ferido. Seu pulso liberava sangue. Ela o lambeu até retirar todo líquido escarlate de sua pele clara. Líquido doce, muito doce.
Deveria tomar uma atitude depressa. Retirou das suas vestes um pequeno artefato, parecido com uma flauta. Não emitiu nenhum som ao ser soprado. Em alguns instantes, porém, surge uma pantera negra. A Princesa pousa a mão sobre a cabeça do animal, e este adquire uma grande forma humanoide, mantendo os pelos em todo o corpo, patas em lugar dos pés, e a mesma cabeça. Era um guardião das florestas do Reino. 'Não se preocupe, ficará tudo bem', a Princesa diz ao jovem, e a Pantera o carrega em seus braços. Ele ficará protegido do frio com a pelagem o envolvendo.
O rapaz acorda deitado numa cama, debaixo de cobertores macios e pesados. A Princesa sentada ao seu lado. 'Estava esperando que você acordasse. Consegue falar comigo?', diz enquanto despeja água numa taça e a oferece. Ele bebe tudo de uma vez. 'Estou perdendo o doce em mim!'. A Princesa relaciona a frase ao sabor do sangue. Muito doce. 'Você não está mais perdendo sangue, já está se curando'. Ele retira as cobertas afobadamente. 'Preciso repor o doce!'. 'Olha, eu vou te trazer comida. Mas por favor fique em repouso'.
Chegando com uma enorme bandeja, contendo belas fatias de carne branca, cujo cheiro delicioso se espalhava pelos corredores do castelo, muitas frutas, pequenos bolos e barras de chocolate. Tudo fresco. O hóspede simplesmente ignora o resto da bandeja, dando atenção apenas aos chocolates. Devora-os, lambe até as pontas dos dedos. Diz que se sente satisfeito e fortalecido. 'Você não deseja comer mais nada? Pois não sabe o que está perdendo'. A Princesa não entendia como alguém poderia se sustentar apenas com chocolates, ele deveria ser de um Reino muito distante. Mas... como?
Perguntou-lhe seu nome. Ele não sabia responder. Disse que não conseguia se lembrar de algumas coisas, sabia que era porque tinha mudado de região. Algumas informações deveriam permanecer na sua região natal e apenas lá. 'Eu fui expulso do meu reino. Me diziam que eu não seria mais bem-vindo lá, pois meus sentimentos estavam apagando minha luz e me levariam a um local que possuísse a mesma frequência que eles.'
A Princesa não acreditava que o coração daquele moço houvesse se tornado trevas. Ainda restava nele uma essência, a faísca de luz. Algo de infantil, puro. Percebeu que se ele permanecesse vivendo no Reino da escuridão, assim se tornaria. Não seria mais ele mesmo, não seria mais o garoto cujos olhos engoliram sua alma.
'Volte a dormir, querido, não desperdice sua alma neste local'. A Princesa acariciou os cabelos de seu protegido, deu um longo beijo em cada olho, e pôs-se a sair dos aposentos. 'Princesa', chamou. 'Sim?'. 'Poderia me trazer mais chocolates quando voltar?'. 'Mas é claro. Todos os chocolates do mundo serão teus.'
A nobreza do Reino possuía o dom da Magia. A Princesa trabalhou na alquimia para criar um fluido de ligação de duas almas. Para os iniciados, o corpo físico é apenas uma carcaça. E a carcaça daquele puro espírito já estava corrompida. Ela continha a essência dele em seu próprio corpo, de quando haviam se encontrado pela primeira vez. Ainda no momento de transição entre os reinos, ingeriu seu sangue doce, o líquido que contém o quinto elemento. Sua essência estava misturada com a dela. 'Perfeito, eu conseguirei salvá-lo'.
Foi apenas uma questão de tempo para que o corpo do seu caro companheiro parasse de funcionar, e, assim, seu corpo interior viesse a surgir num grande frasco que havia sido preparado justamente para acomodá-lo.
Os sonhos dele, projetados em todo o vidro, iluminariam as noites de insônia dela. Seriam seus filmes prediletos. Ele lhe contaria histórias para dormir sem precisar de palavras.
Os habitantes do Reino eram imortais, destinados a viver para sempre num mundo cinzento. A Princesa não podia fazer com que seu protegido voltasse a sua terra. Mas ela pôde fazer com que sua alma fosse preservada junto à dela. Ela não poderia suportar a dor de viver sem admirar aqueles olhos tristes.
21 de jul. de 2013
Os Elementos e o Corpo Material
O homem é a imagem verdadeira de Deus, portanto ele foi criado segundo o retrato do Universo. O homem é definido como um microcosmo, e o Universo como macrocosmo. No homem está refletida toda a natureza. Observaremos o homem do ponto de vista hermético, e como utilizar nele a chave básica, os efeitos dos elementos.
De acordo com a lei universal os elementos têm determinadas funções no corpo, principalmente a construção, a manutenção e a decomposição. A parte construtiva do corpo (a positiva) corresponde ao lado positivo/ativo dos elementos. A parte mantenedora/compensadora é assegurada pela função agregadora dos elementos (a neutra); e a parte decompositora/deteriorante é comandada pelas características negativas dos elementos.
Por exemplo:
Fogo
Forma ativa - atividade expansiva, construtora e ativa
Forma negativa - o contrário
Água
Forma ativa - influencia a atividade construtora dos líquidos no corpo
Forma negativa - atividade decompositora
Ar
Regular o fluido elétrico e magnético do fogo e água, respectivamente, mantendo-os em equilíbrio no corpo.
Elemento neutro/mediador
Terra
Manter agregadas as funções dos outros 3 elementos.
Corresponde tanto o progresso ou crescimento, quanto o envelhecimento do corpo.
Forma ativa - efeito vitalizante, fortalecedor, construtor, mantenedor
Forma negativa - o contrário
Os iniciados de todos os tempos dividiam o homem em 3 conceitos básicos, atribuindo a cabeça ao fogo, o ventre à água e o tórax ao ar, este último como princípio mediador entre o fogo e a água.
Tudo que é ativo, portanto ígneo, ocorre na cabeça. No ventre ocorre o contrário, o trabalho dos líquidos, o aquoso, o eliminador. No tórax ocorre a respiração mecânica.
O princípio da terra compõe todo o corpo humano, com todos os seus ossos e sua carne.
O Akasha/princípio etérico, no corpo material denso, está contido no sangue e no sêmen (notou alguma coincidência com a vampira Akasha da Anne Rice? Hihi).
Na nutrição esses elementos estão misturados. Sua assimilação desencadeia um processo químico através do qual os elementos se mantêm no nosso corpo. Do ponto de vista médico, a assimilação de qualquer nutriente, em conjunto com a respiração, desencadeia um processo de combustão, no qual o hermetista vê muito mais do que um simples processo químico. Ele vê a fusão dos nutrientes. É por isso que toda vida depende da entrada contínua de material combustível: do alimento e da respiração. Para que cada elemento receba seu material de manutenção necessário, recomenda-se uma alimentação variada, misturada, que contenha todas as matérias básicas dos elementos.
A saturação dos elementos no corpo provoca reações intensificadas. Quando o efeito do elemento fogo no corpo se intensifica, sentimos sede, e uma necessidade de movimento e atividade; no caso do elemento água sentimos frio, e intensifica-se o processo de deterioração, no do elemento ar sentimos fome, e mostra-nos que devemos dosar a assimilação da nutrição, e no do elemento terra instala-se o cansaço, exercendo seus efeitos em aspectos da vida sexual - não necessariamente no impulso sexual carnal, geralmente em pessoas mais velhas, esse efeito pode também exteriorizar-se através do estímulo a uma maior atividade no trabalho, a um maior desempenho criativo.
Fonte: Franz Bardon, Magia Prática, página 31.
No próximo post será abordada a questão dos fluidos elétrico e magnético.
De acordo com a lei universal os elementos têm determinadas funções no corpo, principalmente a construção, a manutenção e a decomposição. A parte construtiva do corpo (a positiva) corresponde ao lado positivo/ativo dos elementos. A parte mantenedora/compensadora é assegurada pela função agregadora dos elementos (a neutra); e a parte decompositora/deteriorante é comandada pelas características negativas dos elementos.
Por exemplo:
Fogo
Forma ativa - atividade expansiva, construtora e ativa
Forma negativa - o contrário
Água
Forma ativa - influencia a atividade construtora dos líquidos no corpo
Forma negativa - atividade decompositora
Ar
Regular o fluido elétrico e magnético do fogo e água, respectivamente, mantendo-os em equilíbrio no corpo.
Elemento neutro/mediador
Terra
Manter agregadas as funções dos outros 3 elementos.
Corresponde tanto o progresso ou crescimento, quanto o envelhecimento do corpo.
Forma ativa - efeito vitalizante, fortalecedor, construtor, mantenedor
Forma negativa - o contrário
Os iniciados de todos os tempos dividiam o homem em 3 conceitos básicos, atribuindo a cabeça ao fogo, o ventre à água e o tórax ao ar, este último como princípio mediador entre o fogo e a água.
Tudo que é ativo, portanto ígneo, ocorre na cabeça. No ventre ocorre o contrário, o trabalho dos líquidos, o aquoso, o eliminador. No tórax ocorre a respiração mecânica.
O princípio da terra compõe todo o corpo humano, com todos os seus ossos e sua carne.
O Akasha/princípio etérico, no corpo material denso, está contido no sangue e no sêmen (notou alguma coincidência com a vampira Akasha da Anne Rice? Hihi).
Na nutrição esses elementos estão misturados. Sua assimilação desencadeia um processo químico através do qual os elementos se mantêm no nosso corpo. Do ponto de vista médico, a assimilação de qualquer nutriente, em conjunto com a respiração, desencadeia um processo de combustão, no qual o hermetista vê muito mais do que um simples processo químico. Ele vê a fusão dos nutrientes. É por isso que toda vida depende da entrada contínua de material combustível: do alimento e da respiração. Para que cada elemento receba seu material de manutenção necessário, recomenda-se uma alimentação variada, misturada, que contenha todas as matérias básicas dos elementos.
A saturação dos elementos no corpo provoca reações intensificadas. Quando o efeito do elemento fogo no corpo se intensifica, sentimos sede, e uma necessidade de movimento e atividade; no caso do elemento água sentimos frio, e intensifica-se o processo de deterioração, no do elemento ar sentimos fome, e mostra-nos que devemos dosar a assimilação da nutrição, e no do elemento terra instala-se o cansaço, exercendo seus efeitos em aspectos da vida sexual - não necessariamente no impulso sexual carnal, geralmente em pessoas mais velhas, esse efeito pode também exteriorizar-se através do estímulo a uma maior atividade no trabalho, a um maior desempenho criativo.
Fonte: Franz Bardon, Magia Prática, página 31.
No próximo post será abordada a questão dos fluidos elétrico e magnético.
Luz e Escuridão
O princípio do fogo é a base da luz; sem ele a luz jamais existiria. Ela congtém todas as características específicas do fogo: é luminosa, penetrante, expansiva. Seu oposto é a escuridão, que surgiu do princípio da água, e possui as cafacterísticas específicas opostas às da luz. Sem a escuridão a luz seria irreconhecível e não poderia existir. A luz e a escuridão surgiram a partir da alternância de dois elementos, do fogo e da água. A luz possui a característica positiva e a escuridão a negativa.
Princípios dos Elementos
Fogo
1º elemento que nasceu do Akasha.
Características básicas: calor e expansão.
Polaridade ativa (Plus): construtiva, criadora, geradora.
Polaridade passiva (Minus): desagregadora, exterminadora.
Elemento básico com o qual tudo foi criado, não existe sem seu polo oposto: água.
Deu origem ao fluido elétrico.
Água
Características básicas: frio e retração.
Polaridade ativa (Plus): construtiva, doadora de vida, nutriente e preservadora.
Polaridade passiva (Minus): desagregadora, fermentadora, decompositora, dissipadora.
Elemento básico com o qual tudo foi criado, não existe sem seu polo oposto: fogo.
Deu origem ao fluido magnético.
Ar
Encara-se esse princípio não como um elemento real, mas
numa posição intermediária entre o princípio do fogo e da água; o princípio do
ar, como meio, produz um equilíbrio neutro entre os efeitos passivo e ativo do
fogo e da água.
Em
seu papel intermediário, o princípio aéreo assumiu do fogo a característica do
calor, e da água a da umidade.
As características do fogo e da água conferem ao princípio aéreo duas polaridades: no efeito positivo a da doação da vida, e no negativo, a exterminadora.
As características do fogo e da água conferem ao princípio aéreo duas polaridades: no efeito positivo a da doação da vida, e no negativo, a exterminadora.
Toda
vida criada tornou-se movimento.
Terra
Também não representa
propriamente um elemento em si. Formou-se por último.
Característica básica:
solidificação.
Integra em si todos os
outros três elementos. Todos eles são ativos no quarto elemento.
Foi introduzido um
limite ao seu efeito, o que resultou na criação do espaço, da dimensão, do peso
e do tempo.
A materialização da
vida está presente nesse elemento.
Fluido eletromagnético.
Fonte: Franz Bardon, Magia Prática, página 27.
Fonte: Franz Bardon, Magia Prática, página 27.
12 de jul. de 2013
Twattas - iniciando o estudo dos elementos
(Infelizmente essas imagens não se encontram no livro físico do Franz Bardon - ao menos não na edição que eu tenho, porém pode-se encontrá-las no arquivo pdf)
Nos antigos escritos orientais os elementos são definidos pelos Twattas, representados na imagem de acordo com a ordem indiana (Akasha, Tejas, Apas, Waju e Prithivi).
De acordo com o hinduismo, os quatro Twattas mais densos formaram-se a partir do quinto Twatta (Akasha), por isso ele é o princípio original, a quinta força, a quintessência.
Enquanto as quatro pontas do pentagrama representam os quatro twattas, os quatro elementos, a quinta ponta, a superior, representa o Akasha, o quinto elemento. Segundo alguns, representa 'o espírito' - mas o que seria o espírito se não um princípio etérico de onde surgiu matéria (seu corpo físico)?
Franz Bardon explicita que na carta do Mago, no tarot, é representado o conhecimento e o domínio dos elementos através dos seguintes símbolos: a espada, representando o fogo, o bastão, representando o ar, o cálice, representando a água e as moedas, representando a terra. De acordo com meus estudos há uma inversão de significados nesse trecho: a espada representaria o ar e o bastão representaria o fogo, tendo em vista que os significados das cartas com o naipe de espadas e as cartas com o naipe de paus, respectivamente, se relacionam mais ao ar e ao fogo.
Enfim, não é por acaso que a primeira carta do tarot é O Mago. O domínio dos elementos é o primeiro ato da iniciação no caminho do conhecimento oculto/da arte/seja-lá-o-que-for.
Fonte: Franz Bardon, Magia Prática, página 26
11 de jul. de 2013
Plus e Minus
"Cada elemento possui duas polaridades, a ativa e a passiva, i.e., Plus e Minus (mais e menos). A Plus é a construtiva, criadora, geradora, enquanto que a Minus é a desagregadora, exterminadora. Sempre se deve considerar essas duas características básicas de cada elemento. As religiões atribuem o bem ao lado ativo e o mal ao lado passivo; mas em princípio o bem e o mal não existem, eles são apenas conceitos da condição humana. No Universo não existem coisas boas ou más, pois tudo foi criado segundo leis imutáveis. É justamente nessas leis que se reflete o princípio divino, e só na posse do conhecimento dessas leis é que podemos nos aproximar do divino."
Franz Bardon em Magia Prática, página 27.
Franz Bardon em Magia Prática, página 27.
19 de jun. de 2013
Jade
Jade era uma cidadã
Sério semblante
Usava roupas quadradas
Sem cor
Jade era uma dançarina
Quando vestia as cores
Saias e panos brilhantes
As pessoas logo notavam
Ela vestia um sorriso também
E perguntavam:
"Sorrir faz parte dessa dança?"
Jade jamais percebera isso antes
Porém chegou a uma resposta
Sorrio quando danço
Dançando sou feliz
4 de jun. de 2013
Tears - Django
Eu uso meu melhor perfume
Sento e cruzo as pernas
Aproximo aquele cinzeiro
Meu pescoço sente um toque
O calor da minha própria mão
Quanto peso nesses olhos
Eu me atraso, eu me arrumo
E me embalo na noite
Só para ouvir um jazz
10 de fev. de 2013
Mona, Michael e La Traviata
Ela ergueu os braços e se descobriu dançando nas pontas dos pés, em círculos, dando voltas e mais voltas, até a camisola estreita se inflar, formando um sino perfeito. Cantou com a soprano, compreendendo o italiano sem esforço, embora essa fosse a mais recente de todas as línguas que aprendera, encantada com o ritmo simples. Depois girou de um lado para o outro loucamente, curvando-se à altura da cintura e jogando o cabelo todo para a frente para lhe cobrir o rosto e depois para trás para ele lhe cair sobre as costas. Seus olhos passearam pelo papel de parede marmoreado e amarelado do teto e então, como um borrão, viu o sofá imenso, o sofá novo de Michael, só que ele não tinha a capa de damasco bege, mas sim um veludo dourado, desgastado, como as cortinas suspensas das janelas, suntuoso e aconchegante à luz trêmula.
Michael estava sentado imóvel no sofá, olhando para ela. Ela parou na metade de um passo, com os braços curvados para baixo como os de uma bailarina e sentiu que seus cabelos prosseguiam no movimento e lhe caíam dos ombros. Ele estava com medo. Estava sentado no meio do sofá, com seu pijama de algodão, olhando fixamente para ela, como se ela fosse algo totalmente apavorante ou absurdo. A música não parava nunca, e bem devagar ela respirou fundo, normalizou novamente seus batimentos cardíacos e se aproximou dele, pensando que, se algum dia ela havia visto alguma coisa de realmente assustadora na sua vida, era a imagem dele, sentado ali nessa sala, com os olhos fixados nela, como se estivesse a ponto de enlouquecer.
Ele não tremia. Era parecido com ela. Não temia nada. Estava só ansioso, perturbado e horrorizado pela visão. Ele a estava vendo, tinha de estar, e estava ouvindo a música. E, quando ela se aproximou e se jogou no sofá ao seu lado, ele se voltou, olhando para ela, com os olhos arregalados num delicado espanto; e ela colou a boca na dele, puxou-o para si, e pronto. Foi ligação direta, com a reação em cadeia a atravessá-la. Ela o agarrara. Ele era seu.
Ele se afastou um instante como se quisesse olhar mais uma vez para ela, como se quisesse ter certeza de que ela estava ali. Seus olhos ainda estavam enevoados dos remédios. Talvez eles agora estivessem sendo úteis - amortecendo sua sublime consciência católica. Ela o beijou novamente, apressada e meio descuidada, e estendeu a mão para o meio das suas pernas. Ah, ele estava pronto!
Os braços de Michael fecharam-se em torno dela, e ele emitiu um ruído suave, queixoso, que era muito típico dele, como querendo dizer agora é tarde, Deus me perdoe ou algo parecido. Ela quase conseguiu ouvir as palavras.
Mona puxou-o para cima de si, afundando mais no sofá, sentindo o cheiro de pó, enquanto a valsa se avolumava e a soprano prosseguia cantando. Ela se esticou por baixo dele enquanto ele se erguia, protetor, e então ela sentiu sua mão, que tremia ligeiramente de um jeito encantador, a rasgar a flanela e a tocar seu ventre e coxa nus.
- Você sabe que há algo mais por aí - disse ela, baixinho, puxando-o com força para baixo. Mas a mão de Michael foi adiante dele, enfiando-se delicadamente nela, despertando-a, quase igual ao acionamento de um alarme contra ladrões, e ela sentiu que suas próprias secreções lhe escorriam entre as pernas.
- Vamos, não consigo me segurar - disse ela, sentindo o fogo queimar seu rosto. - Vem. - Era provável que parecesse selvagem, mas ela não podia se fingir de menininha nem mais um instante. Ele a penetrou, machucando-a deliciosamente, e então começou o movimento de pistão que a fez jogar a cabeça para trás e quase gritar. - Vem, vem, vem.
- Está bem, sua louca - exclamou ele, num sussurro rouco, e então ela gozou, gozou e gozou, rangendo os dentes, mal aguentando, gemendo e berrando com a boca fechada. E ele também.
Lasher, Anne Rice
8 de fev. de 2013
I - Introdução à problemática da psicologia religiosa da alquimia (II)
A exigência de "imitatio Christi", isto é, a exigência de seguir seu modelo, tornando-nos semelhantes a ele, deveria conduzir o homem interior ao seu pleno desenvolvimento e exaltação. Mas o fiel, de mentalidade superficial e formalística, transforma esse modelo num objeto externo de culto; a veneração desse objeto o impede de atingir as profundezas da alma, a fim de transformá-la naquela totalidade que corresponde ao modelo. Dessa forma, o mediador divino permanece do lado de fora, como uma imagem, enquanto o homem continua fragmentário, intocado em sua natureza mais profunda.
C. G. Jung
I - Introdução à problemática da psicologia religiosa da alquimia
Os tratamentos psíquicos podem chegar a um fim em todos os estágios possíveis do desenvolvimento, sem que por isso se tenha o sentimento de ter alcançado uma meta. Certas soluções típicas e temporárias ocorrem:
1. depois que o indivíduo recebeu um bom conselho;
2. depois de uma confissão mais ou menos completa, porém suficiente;
3. depois de haver reconhecido um conteúdo essencial, até então inconsciente, cuja conscientização imprime um novo impulso à sua vida e às suas atividades;
4. depois de libertar-se da psique infantil após um longo trabalho efetuado;
5. depois de conseguir uma nova adaptação racional a condições de vida talvez difíceis ou incomuns;
6. depois do desaparecimento de sintomas dolorosos;
7. depois de uma mudança positiva do destino, tais como: exames, noivado, casamento, divórcio, mudança de profissão, etc;
8. depois da redescoberta de pertencer a uma crença religiosa, ou de uma conversão;
9. depois de começar a erigir uma filosofia de vida ("filosofia", no antigo sentido da palavra!).
A experiência, porém, mostra que há um número relativamente grande de pacientes para os quais a conclusão aparente do trabalho junto ao médico não significa de modo algum o fim do processo analítico. Pelo contrário, o confronto com o inconsciente continua do mesmo modo que no caso daqueles que não interromperam o trabalho junto ao médico. Ocasionalmente, ao encontrarmos tais pacientes anos depois, não é raro que contem histórias interessantes de suas transformações posteriores ao tratamento. Essas ocorrências fortaleceram inicialmente minha hipótese de que há na alma um processo que tende para um fim, independentemente das condições exteriores; essas mesmas ocorrências libertaram-me da preocupação que eu pudesse ser a causa única de um processo psíquico inautêntico (e, portanto, contrário à natureza). Esse receio não era descabido, uma vez que certos pacientes não são levados ao desfecho do trabalho analítico por nenhum dos argumentos mencionados nas nove categorias - nem mesmo por uma conversão religiosa - e nem pela mais espetacular liberação dos sintomas neuróticos. Foram precisamente casos desta natureza que me convenceram de que o tratamento das neuroses se abre para um problema bem mais amplo, além do campo exclusivamente médico e diante do qual a ciência médica é de todo insatisfatória.
1. depois que o indivíduo recebeu um bom conselho;
2. depois de uma confissão mais ou menos completa, porém suficiente;
3. depois de haver reconhecido um conteúdo essencial, até então inconsciente, cuja conscientização imprime um novo impulso à sua vida e às suas atividades;
4. depois de libertar-se da psique infantil após um longo trabalho efetuado;
5. depois de conseguir uma nova adaptação racional a condições de vida talvez difíceis ou incomuns;
6. depois do desaparecimento de sintomas dolorosos;
7. depois de uma mudança positiva do destino, tais como: exames, noivado, casamento, divórcio, mudança de profissão, etc;
8. depois da redescoberta de pertencer a uma crença religiosa, ou de uma conversão;
9. depois de começar a erigir uma filosofia de vida ("filosofia", no antigo sentido da palavra!).
A experiência, porém, mostra que há um número relativamente grande de pacientes para os quais a conclusão aparente do trabalho junto ao médico não significa de modo algum o fim do processo analítico. Pelo contrário, o confronto com o inconsciente continua do mesmo modo que no caso daqueles que não interromperam o trabalho junto ao médico. Ocasionalmente, ao encontrarmos tais pacientes anos depois, não é raro que contem histórias interessantes de suas transformações posteriores ao tratamento. Essas ocorrências fortaleceram inicialmente minha hipótese de que há na alma um processo que tende para um fim, independentemente das condições exteriores; essas mesmas ocorrências libertaram-me da preocupação que eu pudesse ser a causa única de um processo psíquico inautêntico (e, portanto, contrário à natureza). Esse receio não era descabido, uma vez que certos pacientes não são levados ao desfecho do trabalho analítico por nenhum dos argumentos mencionados nas nove categorias - nem mesmo por uma conversão religiosa - e nem pela mais espetacular liberação dos sintomas neuróticos. Foram precisamente casos desta natureza que me convenceram de que o tratamento das neuroses se abre para um problema bem mais amplo, além do campo exclusivamente médico e diante do qual a ciência médica é de todo insatisfatória.
C. G. Jung
25 de jan. de 2013
Sombra
O fogo interno, mais uma vez
Repousa o corpo
Mas não descansa a mente
Somente eu consigo ver
Os rastros ainda estão na floresta
A folhagem os encobre
É noite por dentro! Bruxas dançam e uivam
Criam com sua mágica as cenas na labareda
Brincam de poder
E ninguém sabe
Repousa o corpo
Mas não descansa a mente
Somente eu consigo ver
Os rastros ainda estão na floresta
A folhagem os encobre
É noite por dentro! Bruxas dançam e uivam
Criam com sua mágica as cenas na labareda
Brincam de poder
E ninguém sabe
Atemporal
Atribuir significância a tudo!
Interromper a fluidez dos sentimentos,
Tentar mudar no presente
E definir ao virar passado
Nada se vai
Os sentidos já não são relevantes
Mas o pensamento, mesmo sem saber,
Revive. Evoca.
Lembramos, no entanto,
Como se fosse apenas uma brisa no rosto.
Interromper a fluidez dos sentimentos,
Tentar mudar no presente
E definir ao virar passado
Nada se vai
Os sentidos já não são relevantes
Mas o pensamento, mesmo sem saber,
Revive. Evoca.
Lembramos, no entanto,
Como se fosse apenas uma brisa no rosto.
Moonrise Kingdom
Estive a pensar sobre o filme depois de acordar, e me deu um ‘fofinho no peito’. Pensei como nós tentamos dar o nosso máximo nessa época, sem ter a noção de certo e errado, real e irreal. O começo da pré-adolescência. Perdidos em dois mundos: criança e pós-criança. A transição. Não temos visão a longo prazo. Somos imediatistas. Sedentos. Aventureiros. Empolgados. Como no filme, isso é tão bonito, mas o desenrolar é tão triste… mas é bom. E necessário. Enfim.
Sussurros
Quero quebrar os ossos da minha costela
Sentir cheiro de fumaça
De mato queimando
Quebrar os ossos, reduzir-me a nada
Ir diminuindo, sumindo
Virando areia
Fugindo com o vento
Que meus grãos componham o fundo do mar
Sentir cheiro de fumaça
De mato queimando
Quebrar os ossos, reduzir-me a nada
Ir diminuindo, sumindo
Virando areia
Fugindo com o vento
Que meus grãos componham o fundo do mar
5 de set. de 2012
After The Long Night Playing The Game
Loren Auerbach & Bert Jansch - After The Long Night Playing The Game
1. Carousel
2. Weeping Willow Blues
3. Give Me Love
4. I Can't Go Back
5. Smiling Faces
6. Yarrow
7. Playing The Game
8. Is It Real?
9. Sorrow
10. Days And Nights
11. The Rainbow Man
12. Frozen Beauty
13. Christabel
14. So Lonely
15. The Miller
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