Mostrando postagens com marcador Tarot. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tarot. Mostrar todas as postagens

29 de jul. de 2010

Cavaleiro de Copas

Novamente em busca de bons textos sobre os arcanos, encontro estes encantadores parágrafos:

Todos nós vivenciamos, vez ou outra (e algumas pessoas muito mais vezes) o sonho de sermos resgatados do nosso cotidiano tão sem graça pela força e o fogo transformador de uma paixão. Há, em cada um de nós, a doce esperança de, do nada, surgir alguém que nos envolva num turbilhão de carinhos, galanteios, mimos diversos e erotismo nos afogando num mar (Copas = Emoções = Água) de profundas emoções.
Quem nunca conheceu alguém cujas palavras e atitudes sempre nos fizeram sentirmos as pessoas mais especiais em todo o Universo? Cujos e-mails, SMS e telefonemas eram dignos dos mais nobres trovadores das medievais cortes européias? Cuja disposição como amante nos levava a descobrir os mais secretos e deliciosos prazeres em cada centímetro do nosso corpo?

O Príncipe de Copas tem a mesma natureza romântica daqueles que, na antiguidade saiam em busca da defesa de um ideal, de um sentimento. Talvez falte a esse Cavaleiro uma dose de objetividade e realismo que lhe permita uma visão ampla da situação, até mesmo porque aos Cavaleiros de todos os naipes falta calma, frieza e auto-domínio. Talvez necessitasse ter os pés mais no chão para que pudesse conduzir seus sentimentos e emoções, criando um ambiente favorável, e perseguir na sua busca. Além da sua conexão com as emoções, o naipe de Copas frequentemente tem uma ligação com o lado irracional. A armadura que ele normalmente usa (couraça protetora, estado de alerta, defesa) e o irracional (falta de lógica, não enfrentar a realidade, reagir de maneira não realista) parecem conflitar, criando, assim, uma tensão (proteção x fragilidade). Todavia, quando as condições são favoráveis, este Cavaleiro pode ajudar a alcançarmos grandes profundezas em nosso mergulho na nossa psique.

O Cavaleiro de Copas é um eterno apaixonado… pelo Amor! Ele é carismático, charmoso, romântico ao extremo que, agindo com elegância e delicadeza, conquista a quem ou o que deseja. É sensível, gentil e um pouco temperamental, mas isso também faz parte de seu charme inato. É aquela pessoa simpática, agradável, compassiva, que busca a harmonia, sensível, idealista, visionária, envolvida com seus sonhos, criativa e imaginativa. Não nos esqueçamos que é cavalheiro e galante, do tipo que desmancha-se em devoção e adoração por todos os prazeres que a vida lhe oferece.

Ele simboliza um amante, um sedutor, um mediador, um sonhador, um acompanhante, uma pessoa muito romântica. Pode também simbolizar alguém em busca de um crescimento espiritual. Artistas e músicos em geral, conselheiros, religiosos, comunicadores, psicoterapeutas, técnicos em recursos humanos, treinadores, professores de arte-educação, pessoal de relações-públicas e de propaganda e publicidade também estão entre as personalidades e profissões que essa carta pode simbolizar.

Mal dignificada, este intrépido Cavaleiro pode simbolizar que o Consultante (ou a pessoa que esta carta foi designada representar na jogada) está sendo insensata na sua maneira de lidar com os fatos, desviando-se do enfrentamento com os problemas. Emocionalmente inseguro e dependente, tem uma tendência a “adocicar” as situações. Pode também simbolizar o fato de alguém estar trapaceando, jogando sujo, manipulando de forma errônea as emoções alheias, seduzindo-os através de suas próprias fantasias. Alguém que é indisciplinado, adulador, chantageador, quixotesco, ardiloso, malicioso, enganador, invejoso, egoísta, temperamental, instável, inconstante, “meloso”. Pode estar agindo como um Don Juan, e fazendo de suas conquistas assunto de comentários jocosos, envaidecedores ou mesmo fofocas. Como se isso tudo não bastasse, essa carta, quando mal localizada, e sempre dependendo da sua relação com as demais cartas da leitura, pode significar o uso do sexo, das drogas, do álcool com a finalidade única de aumentar o prazer ou escapar das obrigações e compromissos naturais da vida.
Necessáriamente não é preciso que o Cavaleiro de Copas seja uma outra pessoa: nós mesmos podemos estar vivendo a energia retratada nessa carta e então é hora de usarmos do nosso poder de sedução para reavivar a chama do nosso relacionamento, ou de irmos à luta e conquistarmos... muito!

Este arcanos nos lembra, também, que podemos levar a nossa taça repleta de emoções para o benefício de outros que dela poderão se beneficiar: que tal, aproveitando a espiritualidade contida nesta época do ano, fazer uma visita àquela nossa parenta que vive sozinha e convidá-la para participar dos nossos festejos? Ou fazer uma visita a um orfanato, levando ao menos um bombom para a criançada? Ou visitar alguém num hospital, levando uma palavra de carinho e de esperança? Aposto que eles também esperam por você, sua taça repleta de afeto montada em seu mítico cavalo branco.

O Cavaleiro de Copas nos convida (afinal ele também representa um mensageiro, montado em seu corcel) a agirmos com o nosso coração. Sugere que, independente do dia da semana, ou da ocasião, convidemos alguém para um jantar romântico e cercado de detalhes amorosos, como, por exemplo, enviarmos flores antes e depois, para a pessoa amada. Sugere também que sempre expressemos os nossos sentimentos de forma elegante e, nas devidas ocasiões, sejamos galanteadores. Mas o Cavaleiro de Copas nos lembra que devemos perseguir na nossa conquista pelos nossos mais elevados ideais. Que usemos a nossa imaginação, criatividade e habilidades artísticas e musicais para darmos “voz” aos nossos sentimentos.
alextarologo

28 de jul. de 2010

Eu, um Valete de Copas

Mais uma vez fuçando, encontro este maravilhoso texto contendo características bem objetivas com as quais me identifico bastante. Não é à toa que, no teste de personalidade do Tarot, feito por mim, quem saiu foi o Valete de Copas.
Pajem de Copas

Por que será que as pessoas bem jovens têm uma imaginação tão ativa e vívida e emoções tão à flor da pele? Talvez seja porque elas não tenham sido ensinadas a suprimir os seus inatos poderes emocionais e intuitivos. Assim também o é o Pajem de Copas (também chamado de Princesa de Copas ou Valete de Copas), cuja imaginação é totalmente livre, permitindo-lhe sonhar, imaginar e criar a vida da forma que ele decidir fazê-lo. Apesar da sua cabeça passear pelas nuvens, os seus pés raramente se afastam do solo.

Ele é aquele jovem (jovem de espírito, vejam bem) que é verdadeiramente romântico, gentil, compassivo, altamente criativo e com uma imaginação que desconhece limites. Esse jovem, às vezes, se sente deslocado ou em conflito pois ele preza muito a tranquilidade e a paz, coisas difíceis de se encontrar no mundo atual. Esse Pajem de Copas aparenta, na maior parte do tempo, ser sonhador e totalmente “desligado” mas engana-se que o julgar apenas por isso, pois por baixo dessa aparência calma, existe uma pessoa valente, estudiosa e determinada que poderia, em determinadas situações, equiparar-se ao Cavaleiro de Copas. Mesmo que algumas de suas idéias pareçam delirantes ou elusivas, impossíveis de se concretizarem, a sua base é bastante sólida e apoiada no real. E ainda que ele possa ser temperamental e por vezes difícil por estar estreitamente vinculado ao seu emocional e espiritual, ele está sempre pronto para ajudar, para servir.

Quanto mais a humanidade se afasta de seu lado sonhador, da sua capacidade de imaginar, num mundo altamente tecnológico e prático, onde tudo lhe é oferecido de forma resolvida, pronta, o Pajem de Copas é um sinal de alerta de que não podemos deixar que a nossa intuição, a nossa imaginação, nossa criatividade fiquem encobertas, estagnadas. Ele é o aviso de que devemos acreditar em todos os nossos sonhos e confiarmos em nossa voz interior. Quando deixamos de sonhar, não há a menor possibilidade que os nossos sonhos venham a acontecer, simplesmente porque eles deixaram de existir. Tudo é possível, quando nós o permitimos. Esse é o recado que esse Mensageiro vem nos entregar quando aparece numa leitura de tarot.

Dependendo sempre das demais cartas que o acompanham e de sua posição no esquema de jogo, além do tema proposto pelo Consultante, o Pajem de Copas pode indicar gravidez e nascimento de uma criança. Pode simbolizar o começo de uma nova amizade ou de um relacionamento afetivo e até mesmo um reavivar de um relacionamento que já exista. Ele significa a chegada de notícias sobre noivados, casamentos, nascimentos e mesmo a entrega de uma carta, bilhete, e-mail, SMS, recado ou e-mail de conteúdo bastante apaixonado e emocional. Quando simboliza pessoas, inclusive o próprio Consultante, ele fala de uma personalidade bastante poética, calma, pensativa, gentil, bondosa e artisticamente talentosa. Pode retratar alguém com uma riqueza de conhecimentos disposta a distribuir os seus conselhos, ou alguém dotado de muita perspicácia. E também pode simbolizar alguém que estuda, que gosta de aprender, ou está iniciando um novo curso.

O seu lado “sombra” se revela, quando esta carta sai numa posição mal dignificada, alguém que tenta mostrar o que não é, que não tem o conhecimento e a experiência ou a sabedoria que procura passar com a sua estudada imagem. Alguém que é egoísta a ponto de não querer dividir o seu conhecimento. Aquela pessoa que tem um conhecimento estético de bom nível mas que não faz dela capaz de ser um verdadeiro artista. Alguém que é bastante preguiçoso e dado a mentiras e fofocas. Algo decepcionante (uma situação, um fato) que deverá ser descoberto. Um namorador inveterado, emocionalmente vulnerável e demasiadamente sensível e sentimental. Submisso e dependente do afeto alheio. Gente que é obcecada em ser “moderna”, acompanhar a moda, as tendências apenas para ser reconhecida como alguém informado. Pessoas que, indelicadamente, recusam convites ou faltam, sem comunicar, a compromissos. Tola e exageradamente preocupado com sua aparência. Pessoas invejosas, ciumentas, negligentes, que seduzem por interesse, facilmente influenciáveis.

O surgimento do Pajem de Copas numa leitura sempre sugere que verifiquemos se estamos abertos ao amor. Se estamos preparados para sermos românticos, poéticos e divertidos. Nos lembra que devemos aceitar os convites que recebemos. Também, que devemos prestar atenção aos nossos sonhos e intuições e nos envolvermos com um projeto artístico, ainda que não acreditemos sermos talentosos o suficiente.

alextarologo

27 de jul. de 2010

Quem nunca conheceu um Cavaleiro de Paus?

Carta do Dia: Cavaleiro de Paus


Minha amiga estava desolada quando ligou.

_”Imagine que com a maior cara-de-pau deste mundo ele me deixou falando sozinha! Sumiu! Evaporou-se!”

Esse “desaparecido” era alguém a quem ela fora apresentada num desses congressos empresariais e que, 20 minutos de conversa depois, ela sabia ter encontrado ali, no meio de centenas de outros homens, a sua alma gêmea. Foi um tal de olho no olho, um completando a sentença iniciada pelo outro, coincidências incríveis nos gêneros musicais, no estilo de filmes e, pasmem: ambos estavam lendo o mesmo romance!

Passaram a noite trocando confidências, revelando pequenos segredos e grande sonhos, combinando de viajarem juntos na semana seguinte.

_”Sem compromisso, é claro!”, ela fez questão de frisar ao telefone.

Claro, claro. Quem se atreveria a responder o contrário?

Quando perceberam já estava amanhecendo e agora, já de mãos dadas, resolveram tomar café da manhã numa boulangerie que era o maior charme. Descoberta dele. Ela, encantada. Mas chegou a hora de cada um passar no seu hotel para trocar de roupa e irem direto para seus respectivos trabalhos. Nada de cansaço, só a ansiedade para que o dia terminasse para que, novamente, pudessem estar juntos. Trocaram, evidentemente, celulares e e-mails. Ele, sempre muito gentil e carinhoso, despediu-se dela e antes que seu táxi tivesse chegado ao hotel, seu celular já recebia uma mensagem do príncipe encantado dizendo que já estava “morrendo de saudades”.

Preciso dizer que esta foi a última vez que ela soube, leu ou ouviu qualquer coisa sobre ele? Nunca uma ligação sua foi atendida, nem e-mails foram respondidos. Nada.

_”Que sujeito mais cara-de-pau, não é mesmo? Como pode ter sido um verdadeiro gentleman, super-educado, atencioso, interessado, carinhoso, sedutor, romântico ao extremo para depois, do nada, me deixar assim… na mão?”

Foi razoavelmente fácil faze-la compreender que o tipo não era cara-de-pau, mas um típico Cavaleiro de Paus (o que algumas vezes dá no mesmo), no seu melhor desempenho das funções que ele tão prestimosamente assume.

Como os demais membros do naipe de Paus, o Cavaleiro de Paus adora ser o centro das atenções. Ele (ou ela, pois em tarot não há, necessariamente, definição de sexo) é aquele “arroz-de-festa”, agitado, elétrico, sempre movendo entre lugares e grupos, conseguindo ir a diversas numa mesma noite e, em todas, ter os spotlights concentrados nele. Suas opiniões são as mais interessantes, ainda que muitas vezes maldosas. Suas brincadeiras, com alguns toques de perversidade, e suas piadas, quase sempre à beira de serem constrangedoras, acabam sendo sempre as mais divertidas. É aquele indivíduo que não pensa muito antes de falar e no que vai falar, mas que no final das contas, seu charme e exuberância acabam seduzindo a todos, sem distinção.

Ainda assim ele pode ser um amigo leal e sua maneira extrovertida, jovial, arrojada e dinâmica de agir acaba inspirando mudanças e consequente crescimento pessoal em todos os que cruzam seu caminho. Acredito que minha amiga tenha aproveitado para aprender alguma coisa da sua experiência com esse caubói conquistador.

Quando o Cavaleiro de Paus surge numa leitura de tarot, sempre dependendo da atribuição que se tenha dado, previamente à carta (quem ela representa: o Consulente ou outra pessoa em sua vida), além da questão proposta para a leitura e das demais cartas que lhe são próximas, pode simbolizar mudanças de todos os tipos: de residência, de cidade, de trabalho; viagens, passeios, excursões, peregrinação, partidas, transferências e transformações de todos os tipos. Pode significar, também, assuntos inspiradores, verdadeiras “tempestades cerebrais”, causas idealísticas. Brigas, rompimentos, abandono, discórdia, discussões também devem ser consideradas quando a carta aparece numa posição menos privilegiada, como de “obstáculo” por exemplo. Nesse caso, nosso Cavaleiro pode significar não terminar o que se começou, falta de auto-disciplina, impaciência, tédio com trabalho repetitivo. Imprevisibilidade, vagabundagem, não levar nada a sério, vaidade e exibicionismo fazem parte do lado “sombra” dessa carta.

Mas o Cavaleiro de Paus, evidentemente, tem também louváveis atributos podendo representar um verdadeiro desportista, especialmente em esportes onde haja competição; um aventureiro, inventor, alguém que trabalha no mercado de ações ou alguém ligado às atividades de entretenimento, como um ator. Pode representar alguém (e até mesmo o Consulente) brilhante, revolucionário, espontâneo, impetuoso, dinâmico e impulsivo. Bastante charmoso, o que, aliás, é característico dos personagens das Cartas da Corte deste naipe, é um amante ardente, excitante, animado, cheio de vitalidade e entusiasmo. Está sempre um passo adiante dos outros, antecipando modismos, novidades e tendências. Pessoalmente, creio que o seu melhor aspecto é o de “botar pilha”, entusiasmar a quem dele se aproxima a ser mais ativo, valente, movimentar-se mais rápida e corajosamente em direção ao futuro e a usar a competitividade como forma de estímulo para progredir sem violentar preceitos básicos de respeito a si e às demais pessoas.

Hoje é, com essa carta como tema, um ótimo dia para avaliarmos o quanto estamos atentos à chegada das “mensagens” que a Vida nos envia e, também, o quanto estamos realmente investindo na obtenção dos nossos objetivos. É hora de verificar, honestamente, o que provoca uma letargia em nossa evolução e o por que tememos nos arriscar mais para realizarmos nossos sonhos. Se observarmos com atenção a carta do Tarot de Dali por mim utilizada para ilustrar esta postagem, verificamos que, logo abaixo da figura do Cavaleiro de Paus há uma outra, de um sapo. Essa é uma representação simbólica do poder transformacional desse Arcano Menor. É a evolução para um outro estágio, por exemplo, de Cavaleiro para Rei. É aquilo que nas estórias e fábulas entendemos como a mutação de “sapo em príncipe”. De acordo com Blavatsky, o sapo era um dos principais seres associados à idéia de criação e ressurreição, não apenas porque é um animal anfíbio, mas devido às suas alternadas fases de aparecimento e desaparecimento, características de todos os animais lunares (ele está representado em azul-noite, na citada carta).

É sempre bastante conveniente observarmos se nossas transformações, nossos passos evolutivos, nossos avanços equilibram, com o mesmo peso e medida, os aspectos materiais com os espirituais, nosso apurado raciocínio com nossos melhores sentimentos.

alextarologo