estão a fitar.
Um singelo, porém sórdido
Sorriso é esboçado.
Sussurro em teus ouvidos
Litanias simbolistas;
Desfere-me a mordida,
Meu olhar torna em branco.
O corpo se abre em orquídeas.
Beija-me o pescoço,
Enquanto tateia-me o corpo.
Pressiono-te contra mim,
Acaricio-te a nuca e,
Num súbito encontro
de olhares,
Confraternizamos orquestrações
de possessividade.
Marcamos-nos melódicamente
Numa polirritmia consonante.
Fugimos,
Encontramos-nos brincando
De amantes,
enquanto crianças inocentes.
Beijo-te os lábios
uma última vez,
Enquanto, numa troca
de carícias,
Procrastinamos
o desencontro.
Fitamos-nos uma última vez,
Ansiando a próxima,
e a próxima
e a próxima
e a próxima
...
E a próxima insensatez."
F.
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