- Sei.
- Então... Por quê?
A mulher deu um último gole na sua xícara de chá. Levantou-se, abriu seu antigo guarda-chuva rendado e saiu calada do cômodo pequeno e amarelado, pondo-se a andar vagarosamente pelas calçadas ensopadas naquela noite. Seu silêncio gostava dela, era sua única amiga. Às vezes a mulher confundia o silêncio com o segredo. Porém, sabia que o segredo estava longe de ser seu acompanhante, e isso era bom: aquilo não é digno de segredo, apenas do silêncio. Silêncio esse que jamais irá embora.
- Compreendo sua curiosidade, mas a resposta pertence somente a duas pessoas.
- Oh... Ainda sente algo sobre isso tudo?
- Sim.
- O que você sente?
A mulher deu um último gole na sua xícara de chá. Levantou-se, abriu seu antigo guarda-chuva rendado e saiu calada do cômodo pequeno e amarelado, pondo-se a andar vagarosamente pelas calçadas ensopadas naquela noite. Seu silêncio gostava dela, era sua única amiga. Às vezes a mulher confundia o silêncio com o segredo. Porém, sabia que o segredo estava longe de ser seu acompanhante, e isso era bom: aquilo não é digno de segredo, apenas do silêncio. Silêncio esse que jamais irá embora.
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