21 de jul. de 2013

Princípios dos Elementos


Fogo

1º elemento que nasceu do Akasha.
Características básicas: calor e expansão.
Polaridade ativa (Plus): construtiva, criadora, geradora.
Polaridade passiva (Minus): desagregadora, exterminadora.
Elemento básico com o qual tudo foi criado, não existe sem seu polo oposto: água.
Deu origem ao fluido elétrico.



Água
Características básicas: frio e retração.
Polaridade ativa (Plus): construtiva, doadora de vida, nutriente e preservadora.
Polaridade passiva (Minus): desagregadora, fermentadora, decompositora, dissipadora.
Elemento básico com o qual tudo foi criado, não existe sem seu polo oposto: fogo.
Deu origem ao fluido magnético.


Ar
Encara-se esse princípio não como um elemento real, mas numa posição intermediária entre o princípio do fogo e da água; o princípio do ar, como meio, produz um equilíbrio neutro entre os efeitos passivo e ativo do fogo e da água.
Em seu papel intermediário, o princípio aéreo assumiu do fogo a característica do calor, e da água a da umidade.
As características do fogo e da água conferem ao princípio aéreo duas polaridades: no efeito positivo a da doação da vida, e no negativo, a exterminadora.
Toda vida criada tornou-se movimento.



Terra
Também não representa propriamente um elemento em si. Formou-se por último.
Característica básica: solidificação.
Integra em si todos os outros três elementos. Todos eles são ativos no quarto elemento.
Foi introduzido um limite ao seu efeito, o que resultou na criação do espaço, da dimensão, do peso e do tempo.
A materialização da vida está presente nesse elemento.
Fluido eletromagnético.



Fonte: Franz Bardon, Magia Prática, página 27.

12 de jul. de 2013

Twattas - iniciando o estudo dos elementos

(Infelizmente essas imagens não se encontram no livro físico do Franz Bardon - ao menos não na edição que eu tenho, porém pode-se encontrá-las no arquivo pdf)

   Nos antigos escritos orientais os elementos são definidos pelos Twattas, representados na imagem de acordo com a ordem indiana (Akasha, Tejas, Apas, Waju e Prithivi).
   De acordo com o hinduismo, os quatro Twattas mais densos formaram-se a partir do quinto Twatta (Akasha), por isso ele é o princípio original, a quinta força, a quintessência.
   Enquanto as quatro pontas do pentagrama representam os quatro twattas, os quatro elementos, a quinta ponta, a superior, representa o Akasha, o quinto elemento. Segundo alguns, representa 'o espírito' - mas o que seria o espírito se não um princípio etérico de onde surgiu matéria (seu corpo físico)? 
   Franz Bardon explicita que na carta do Mago, no tarot, é representado o conhecimento e o domínio dos elementos através dos seguintes símbolos: a espada, representando o fogo, o bastão, representando o ar, o cálice, representando a água e as moedas, representando a terra. De acordo com meus estudos há uma inversão de significados nesse trecho: a espada representaria o ar e o bastão representaria o fogo, tendo em vista que os significados das cartas com o naipe de espadas e as cartas com o naipe de paus, respectivamente, se relacionam mais ao ar e ao fogo.
   Enfim, não é por acaso que a primeira carta do tarot é O Mago. O domínio dos elementos é o primeiro ato da iniciação no caminho do conhecimento oculto/da arte/seja-lá-o-que-for.

Fonte: Franz Bardon, Magia Prática, página 26

11 de jul. de 2013

Plus e Minus

"Cada elemento possui duas polaridades, a ativa e a passiva, i.e., Plus e Minus (mais e menos). A Plus é a construtiva, criadora, geradora, enquanto que a Minus é a desagregadora, exterminadora. Sempre se deve considerar essas duas características básicas de cada elemento. As religiões atribuem o bem ao lado ativo e o mal ao lado passivo; mas em princípio o bem e o mal não existem, eles são apenas conceitos da condição humana. No Universo não existem coisas boas ou más, pois tudo foi criado segundo leis imutáveis. É justamente nessas leis que se reflete o princípio divino, e só na posse do conhecimento dessas leis é que podemos nos aproximar do divino."

Franz Bardon em Magia Prática, página 27.

19 de jun. de 2013

Jade













Jade era uma cidadã
Sério semblante
Usava roupas quadradas
Sem cor

Jade era uma dançarina
Quando vestia as cores
Saias e panos brilhantes
As pessoas logo notavam
Ela vestia um sorriso também
E perguntavam:
"Sorrir faz parte dessa dança?"

Jade jamais percebera isso antes
Porém chegou a uma resposta
Sorrio quando danço
Dançando sou feliz

4 de jun. de 2013

Tears - Django

Eu uso meu melhor perfume
Sento e cruzo as pernas
Aproximo aquele cinzeiro

Meu pescoço sente um toque
O calor da minha própria mão
Quanto peso nesses olhos

Eu me atraso, eu me arrumo
E me embalo na noite
Só para ouvir um jazz

10 de fev. de 2013

Mona, Michael e La Traviata

   Ela ergueu os braços e se descobriu dançando nas pontas dos pés, em círculos, dando voltas e mais voltas, até a camisola estreita se inflar, formando um sino perfeito. Cantou com a soprano, compreendendo o italiano sem esforço, embora essa fosse a mais recente de todas as línguas que aprendera, encantada com o ritmo simples. Depois girou de um lado para o outro loucamente, curvando-se à altura da cintura e jogando o cabelo todo para a frente para lhe cobrir o rosto e depois para trás para ele lhe cair sobre as costas. Seus olhos passearam pelo papel de parede marmoreado e amarelado do teto e então, como um borrão, viu o sofá imenso, o sofá novo de Michael, só que ele não tinha a capa de damasco bege, mas sim um veludo dourado, desgastado, como as cortinas suspensas das janelas, suntuoso e aconchegante à luz trêmula.
   Michael estava sentado imóvel no sofá, olhando para ela. Ela parou na metade de um passo, com os braços curvados para baixo como os de uma bailarina e sentiu que seus cabelos prosseguiam no movimento e lhe caíam dos ombros. Ele estava com medo. Estava sentado no meio do sofá, com seu pijama de algodão, olhando fixamente para ela, como se ela fosse algo totalmente apavorante ou absurdo. A música não parava nunca, e bem devagar ela respirou fundo, normalizou novamente seus batimentos cardíacos e se aproximou dele, pensando que, se algum dia ela havia visto alguma coisa de realmente assustadora na sua vida, era a imagem dele, sentado ali nessa sala, com os olhos fixados nela, como se estivesse a ponto de enlouquecer.
   Ele não tremia. Era parecido com ela. Não temia nada. Estava só ansioso, perturbado e horrorizado pela visão. Ele a estava vendo, tinha de estar, e estava ouvindo a música. E, quando ela se aproximou e se jogou no sofá ao seu lado, ele se voltou, olhando para ela, com os olhos arregalados num delicado espanto; e ela colou a boca na dele, puxou-o para si, e pronto. Foi ligação direta, com a reação em cadeia a atravessá-la. Ela o agarrara. Ele era seu.
   Ele se afastou um instante como se quisesse olhar mais uma vez para ela, como se quisesse ter certeza de que ela estava ali. Seus olhos ainda estavam enevoados dos remédios. Talvez eles agora estivessem sendo úteis - amortecendo sua sublime consciência católica. Ela o beijou novamente, apressada e meio descuidada, e estendeu a mão para o meio das suas pernas. Ah, ele estava pronto!
   Os braços de Michael fecharam-se em torno dela, e ele emitiu um ruído suave, queixoso, que era muito típico dele, como querendo dizer agora é tarde, Deus me perdoe ou algo parecido. Ela quase conseguiu ouvir as palavras.
   Mona puxou-o para cima de si, afundando mais no sofá, sentindo o cheiro de pó, enquanto a valsa se avolumava e a soprano prosseguia cantando. Ela se esticou por baixo dele enquanto ele se erguia, protetor, e então ela sentiu sua mão, que tremia ligeiramente de um jeito encantador, a rasgar a flanela e a tocar seu ventre e coxa nus.
   - Você sabe que há algo mais por aí - disse ela, baixinho, puxando-o com força para baixo. Mas a mão de Michael foi adiante dele, enfiando-se delicadamente nela, despertando-a, quase igual ao acionamento de um alarme contra ladrões, e ela sentiu que suas próprias secreções lhe escorriam entre as pernas.
   - Vamos, não consigo me segurar - disse ela, sentindo o fogo queimar seu rosto. - Vem. - Era provável que parecesse selvagem, mas ela não podia se fingir de menininha nem mais um instante. Ele a penetrou, machucando-a deliciosamente, e então começou o movimento de pistão que a fez jogar a cabeça para trás e quase gritar. - Vem, vem, vem.
   - Está bem, sua louca - exclamou ele, num sussurro rouco, e então ela gozou, gozou e gozou, rangendo os dentes, mal aguentando, gemendo e berrando com a boca fechada. E ele também.

Lasher, Anne Rice

8 de fev. de 2013

I - Introdução à problemática da psicologia religiosa da alquimia (II)

A exigência de "imitatio Christi", isto é, a exigência de seguir seu modelo, tornando-nos semelhantes a ele, deveria conduzir o homem interior ao seu pleno desenvolvimento e exaltação. Mas o fiel, de mentalidade superficial e formalística, transforma esse modelo num objeto externo de culto; a veneração desse objeto o impede de atingir as profundezas da alma, a fim de transformá-la naquela totalidade que corresponde ao modelo. Dessa forma, o mediador divino permanece do lado de fora, como uma imagem, enquanto o homem continua fragmentário, intocado em sua natureza mais profunda.

C. G. Jung